Aqui podemos discutir temas ligados (ou não) à SOCHISFILAN (Sociologia, História, Fiolosofia e Antropologia) e à Educação. Não precisa ser sério, mas ético.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2019
sábado, 29 de dezembro de 2018
Inquietude
A angústia instalou -se sem pedir licença.
E como poderosa forasteira, impôs sua indesejável presença e assenhorou-se de todo o meu ser.
Fumei demais, dormi de menos e vi na minha frente meu pior pesadelo.
Era a dor da voz ausente...
Era a dor, da dor presente.
E como poderosa forasteira, impôs sua indesejável presença e assenhorou-se de todo o meu ser.
Fumei demais, dormi de menos e vi na minha frente meu pior pesadelo.
Era a dor da voz ausente...
Era a dor, da dor presente.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2018
T
Vi sua imagem refletida na memória e quis guardá-la a sete chaves.
A primeira, escapou por entre meus dedos.
A segunda, frágil, quebrou-se.
A terceira, desgastada pelo tempo, foi inútil.
A quarta, de tanto que tentei, perdeu a forma.
A quinta, caída no fogo, derreteu-se.
A sexta, brilhante e resistente, alguém furtou-me.
A sétima, de tão pequena, guardei-a na boca e sentindo o medo chegar, beijei sua imagem e tranquei-a.
A primeira, escapou por entre meus dedos.
A segunda, frágil, quebrou-se.
A terceira, desgastada pelo tempo, foi inútil.
A quarta, de tanto que tentei, perdeu a forma.
A quinta, caída no fogo, derreteu-se.
A sexta, brilhante e resistente, alguém furtou-me.
A sétima, de tão pequena, guardei-a na boca e sentindo o medo chegar, beijei sua imagem e tranquei-a.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2018
T
Você me deixou...
Não me avisou.
Você me deixou...
Não sei aonde vou.
Você me deixou...
No instante escuro, você viajou.
Você me deixou...
E a tristeza chegou.
Você me deixou.
Mas, a memória diz, você me amou.
Marta Caetetu
Não me avisou.
Você me deixou...
Não sei aonde vou.
Você me deixou...
No instante escuro, você viajou.
Você me deixou...
E a tristeza chegou.
Você me deixou.
Mas, a memória diz, você me amou.
Marta Caetetu
quarta-feira, 19 de dezembro de 2018
Imaginação
Joguei minhas lembranças ao vento
E elas voltaram preenchendo as lacunas da minha imaginação.
Parei...
Reinventei.
Agora, só existe você:
No início, no meio e no fim.
Marta Caetetu
E elas voltaram preenchendo as lacunas da minha imaginação.
Parei...
Reinventei.
Agora, só existe você:
No início, no meio e no fim.
Marta Caetetu
Solidão
Continuo na contramão,
Feliz na minha solidão,
Porque tenho o abraço que quero, quando quero e porque quero.
Marta Caetetu
Marta Caetetu
Relax
Não faço oposição.
As conjunções adversativas, não faço gosto em usá-las.
Sou vulcão, tempestade e fresca brisa.
E meu caminho é presente divino,
Trilhado à margem de qualquer questão.
Errata
Não sei escrever o que sinto,
porque as palavras vagam em minha mente, em trajes esvoaçantes de cor azul, que me penetra e dilacera.
No meu mundo, azul só rima com dor.
Então, pego tinta e pincel e desenho letras soltas no papel.
A dor fica escondida; não mais me machuca.
Vou escrevendo o que sinto, sem parar nas curvas.
Talvez me perca, talvez me encontre.
O que importa, é saber que sinto o que sinto e não sei escrever.
Marta Caetetu
porque as palavras vagam em minha mente, em trajes esvoaçantes de cor azul, que me penetra e dilacera.
No meu mundo, azul só rima com dor.
Então, pego tinta e pincel e desenho letras soltas no papel.
A dor fica escondida; não mais me machuca.
Vou escrevendo o que sinto, sem parar nas curvas.
Talvez me perca, talvez me encontre.
O que importa, é saber que sinto o que sinto e não sei escrever.
Marta Caetetu
domingo, 16 de dezembro de 2018
Seu Corpo
Um continente guarda riquezas tão profundas, que nem mesmo o tempo é capaz de alcançar.
Sua superfície tem marcas de tempestades, ventos e raios, que rasgam o ar.
Suas formas redesenhadas, detalhadamente, são novos caminhos que levam ao mar.
Quanto à vegetação, esta permanece exuberante, porque se alimenta das riquezas profundas, que nem mesmo o tempo é capaz de alcançar.
Marta Caetetu
Sua superfície tem marcas de tempestades, ventos e raios, que rasgam o ar.
Suas formas redesenhadas, detalhadamente, são novos caminhos que levam ao mar.
Quanto à vegetação, esta permanece exuberante, porque se alimenta das riquezas profundas, que nem mesmo o tempo é capaz de alcançar.
Marta Caetetu
sábado, 15 de dezembro de 2018
Amar
Durante muito tempo,
acreditei que amar fosse dominar, dilacerar.
Durante muito tempo,
acreditei que amar fosse uma vírgula, uma interrogação ou um ponto final.
Agora eu sei que amar, é simplesmente amar.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2018
Viver
Na minha terra, construí muralhas contra qualquer invasão.
Na minha terra, não há barreiras para quem souber plantar, cuidar e, quem sabe, colher os frutos.
Da minha terra, abro mão do titulo de propriedade em favor de quem souber plantar.
Na minha terra, não há barreiras para quem souber plantar, cuidar e, quem sabe, colher os frutos.
Da minha terra, abro mão do titulo de propriedade em favor de quem souber plantar.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2018
Três Letras
Era uma ciranda, uma voz, uma canção.
De menina ou de mulher? Não importa.
De ontem ou de hoje? Não importa.
De amor ou de dor? Não importa.
De mar ou de poesia? Não importa.
De sol ou de chuva? Não importa.
De noite ou de dia? Não importa.
De calor ou de frio? Não importa.
De entrar ou de sair? Não importa.
De Ter ou de Ser? Isso importa!
Marta Caetetu
De menina ou de mulher? Não importa.
De ontem ou de hoje? Não importa.
De amor ou de dor? Não importa.
De mar ou de poesia? Não importa.
De sol ou de chuva? Não importa.
De noite ou de dia? Não importa.
De calor ou de frio? Não importa.
De entrar ou de sair? Não importa.
De Ter ou de Ser? Isso importa!
Marta Caetetu
Mergulho da alma
Enquanto olho, não o vejo.
Dentro de mim nasce um desejo e
Uma nota fria arrepia minh'alma.
Agora, já não posso mais recuar e
Rapidamente, fixo o olhar.
Do imenso vazio ele surge e eu,
Olho e vejo o meu mar.
Marta Caetetu
Dentro de mim nasce um desejo e
Uma nota fria arrepia minh'alma.
Agora, já não posso mais recuar e
Rapidamente, fixo o olhar.
Do imenso vazio ele surge e eu,
Olho e vejo o meu mar.
Marta Caetetu
Vazio
O rio que secou, tudo levou.
As plantas, peixes...
O rio que secou, tudo levou.
A tristeza e a lágrima, que não voltou.
O rio que secou, tudo levou.
O ontem, o hoje e o futuro que não chegou.
Marta Caetetu
As plantas, peixes...
O rio que secou, tudo levou.
A tristeza e a lágrima, que não voltou.
O rio que secou, tudo levou.
O ontem, o hoje e o futuro que não chegou.
Marta Caetetu
Declaração de Lucidez
Em nome da amizade, da sensatez, do querer bem, da passagem implacável do tempo...
Demito-me do direito de ter você como Senhor dos meus afetos.
Demito-me do direito de desejar você.
Demito-me do direito de querer ouvir a sua voz.
Demito-me do direito de ser afetada por você.
Demito-me do direito de sonhar com você.
Demito-me do direito de sentir o tempo passar e não poder abraçar você.
Demito-me do direito de querer você.
Demito-me do direito de pensar no que apenas parece ser.
Demito-me, enfim, do direito de amar você.
(Mactu Athram)
Demito-me do direito de ter você como Senhor dos meus afetos.
Demito-me do direito de desejar você.
Demito-me do direito de querer ouvir a sua voz.
Demito-me do direito de ser afetada por você.
Demito-me do direito de sonhar com você.
Demito-me do direito de sentir o tempo passar e não poder abraçar você.
Demito-me do direito de querer você.
Demito-me do direito de pensar no que apenas parece ser.
Demito-me, enfim, do direito de amar você.
(Mactu Athram)
"M" ou "m"?
Feminina, menina, mulher.
Difícil equilíbrio porém, necessário.
Não sei se amo a menina em vez da mulher, ainda que eu saiba que uma está na outra.
Se escolho "m", o "M" acompanha de modo discreto, fazendo as vezes de observadora.
Quando os lugares se invertem, "m" sapequeia, grita para dar palpites ou amenizar momentos de alta tensão.
O importante é que elas se complementem, se harmonizem por meio das necessidades distintas, que simbolizam a própria natureza.
Então, não há o que escolher.
É preciso aprender a viver.
Marta Caetetu
Feminina, menina, mulher.
Difícil equilíbrio porém, necessário.
Não sei se amo a menina em vez da mulher, ainda que eu saiba que uma está na outra.
Se escolho "m", o "M" acompanha de modo discreto, fazendo as vezes de observadora.
Quando os lugares se invertem, "m" sapequeia, grita para dar palpites ou amenizar momentos de alta tensão.
O importante é que elas se complementem, se harmonizem por meio das necessidades distintas, que simbolizam a própria natureza.
Então, não há o que escolher.
É preciso aprender a viver.
Marta Caetetu
Rabiscos Meus
Cartografia
Minha alma é minha nobre companheira.
Abriga minhas tristezas em seus oceanos e recolhe minhas lágrimas na hora derradeira.
Minha alma é minha nobre companheira.
É senhora de vasto território com regiões já tocadas, obscuras e tantas outras desconhecidas.
Reina, de modo absoluto, sobre a emoção quebrada e a torna inteira.
Minha alma... é minha nobre companheira.
MC
Minha alma é minha nobre companheira.
Abriga minhas tristezas em seus oceanos e recolhe minhas lágrimas na hora derradeira.
Minha alma é minha nobre companheira.
É senhora de vasto território com regiões já tocadas, obscuras e tantas outras desconhecidas.
Reina, de modo absoluto, sobre a emoção quebrada e a torna inteira.
Minha alma... é minha nobre companheira.
MC
sexta-feira, 8 de junho de 2018
Ciranda
Era uma ciranda, uma voz, uma canção.
De menina ou de mulher? Não importa.
De ontem ou de hoje? Não importa.
De amor ou de dor? Não importa.
De mar ou de poesia? Não importa.
De sol ou de chuva? Não importa.
De noite ou de dia? Não importa.
De calor ou de frio? Não importa.
De entrar ou de sair? Não importa.
De Ter ou de Ser? Isso importa.
(Marta Caetetu)
De menina ou de mulher? Não importa.
De ontem ou de hoje? Não importa.
De amor ou de dor? Não importa.
De mar ou de poesia? Não importa.
De sol ou de chuva? Não importa.
De noite ou de dia? Não importa.
De calor ou de frio? Não importa.
De entrar ou de sair? Não importa.
De Ter ou de Ser? Isso importa.
(Marta Caetetu)
O Mar e Você
Enquanto olho, não o vejo.
Dentro de mim nasce um desejo e
Uma nota fria arrepia minh'alma.
Agora, já não posso mais recuar e
Rapidamente, fixo o olhar.
Do imenso vazio ele surge e eu,
Olho e vejo o meu mar.
(Marta Caetetu)
Dentro de mim nasce um desejo e
Uma nota fria arrepia minh'alma.
Agora, já não posso mais recuar e
Rapidamente, fixo o olhar.
Do imenso vazio ele surge e eu,
Olho e vejo o meu mar.
(Marta Caetetu)
segunda-feira, 21 de maio de 2018
Ao espelho
Não queria ter trabalhado menos, mas queria ter espiado o mundo muito mais.
Não queria ter lido menos, mas queria ter rabiscado até o lápis não responder, desaparecer.
Não queria ter imaginado menos, mas queria ter realizado sem medo.
Não queria ter amado menos, mas queria ter observado mais.
Não queria ter chorado menos, mas queria ter atravessado mais rapidamente.
Não queria ter pensado menos, mas queria ter dito tantas coisas...
Não queria ter lido menos, mas queria ter rabiscado até o lápis não responder, desaparecer.
Não queria ter imaginado menos, mas queria ter realizado sem medo.
Não queria ter amado menos, mas queria ter observado mais.
Não queria ter chorado menos, mas queria ter atravessado mais rapidamente.
Não queria ter pensado menos, mas queria ter dito tantas coisas...
(Marta Caetetu)
segunda-feira, 7 de maio de 2018
Divagando
Todo discurso é uma máscara,
que representa a construção de diferentes personagens.
Quando o imaginário desfaz-se
e o personagem escapa,
é o momento de ser quem realmente somos.
que representa a construção de diferentes personagens.
Quando o imaginário desfaz-se
e o personagem escapa,
é o momento de ser quem realmente somos.
Declaração de Lucidez
Em nome da amizade, da sensatez,do querer bem, da passagem implacável do tempo...
Demito-me do direito de ter você como Senhor dos meus afetos.
Demito-me do direito de desejar você.
Demito-me do direito de querer ouvir a sua voz.
Demito-me do direito de ser afetada por você.
Demito-me do direito de sonhar com você.
Demito-me do direito de sentir o tempo passar e não poder abraçar você.
Demito-me do direito de querer você.
Demito-me do direito de pensar no que apenas parece ser.
Demito-me, enfim, do direito de amar você.
(Mactu Athram)
Demito-me do direito de ter você como Senhor dos meus afetos.
Demito-me do direito de desejar você.
Demito-me do direito de querer ouvir a sua voz.
Demito-me do direito de ser afetada por você.
Demito-me do direito de sonhar com você.
Demito-me do direito de sentir o tempo passar e não poder abraçar você.
Demito-me do direito de querer você.
Demito-me do direito de pensar no que apenas parece ser.
Demito-me, enfim, do direito de amar você.
(Mactu Athram)
quinta-feira, 28 de abril de 2016
O Dia em que Adolfo Pérez Esquivel testemunhou a democracia no Brasil
O Prêmio Nobel da Paz (1980), o argentino Adolfo Pérez Esquivel testemunhou in loco a democracia brasileira em seu dia de glória retumbante.
Aberta uma rara exceção pelo Presidente da Mesa do Senado, Senador Paulo Paim, foi dada a palavra ao ilustre visitante, conduzido por alguns Senadores.
O sr. Esquivel, mesmo ferindo todas as letras do país, experimentou a mais pura liberdade.
Suas palavras romperam a máscara de que não há golpe em curso no Brasil.
E que o almoço com o Senador Cristovam Buarque tenha sido livre, leve e solto.
quinta-feira, 21 de abril de 2016
Eu sei, mas não devia
Marina Colasanti
Marina Colasanti
Eu sei que a gente
se acostuma. Mas não devia. A gente se acostuma a morar em apartamentos
de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque
não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não
olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E,
porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz.
E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a
amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado
porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler
o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer
sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é
noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir
pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal
e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que
haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não
acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de
paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje
não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A
ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
terça-feira, 19 de abril de 2016
Olhando no espelho: Somos debatedores e objeto, ao mesmo tempo
Não por acaso, a discussão acerca do status (e primazia) do indivíduo e da sociedade possui matrizes de pensamento distintas.
De todo o modo, o fato de um não existir sem o outro é elemento comum em todas as matrizes, o que resulta na realidade sobre a qual insistimos debater, mas, sem a clareza de que somos debatedores e objeto, ao mesmo tempo.

Manuel Bandeira - Simples assim
"Quero a delícia de poder sentir as coisas mais simples.”
(Manuel Bandeira)
(Manuel Bandeira)

"Quarto de despejo" e a questão social no Brasil
“A tontura da fome é pior do que a do álcool. A tontura do álcool nos impele a cantar. Mas a da fome nos faz tremer. Percebi que é horrível ter só ar dentro do estômago.”
– Carolina Maria de Jesus, em “Quarto de despejo”, 1960.
Nos anos 80, na Universidade Federal Fluminense, o Curso de Ciências Sociais, por meio da disciplina de Antropologia, "Quarto de despejo" era leitura básica para a percepção mais profunda da questão social no Brasil.
No vídeo, pesquisadora da FAPESP aponta aspectos extraordinários da escrita de Carolina de Jesus.
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